Confiança em Deus

 

No capítulo 36, o rei assírio Senaqueribe invade e toma as cidades fortificadas de Judá e envia Rabsaqué com um grande exército para a capital, Jerusalém, com uma mensagem ao rei Ezequias, o afrontando e usando de exemplo as conquistas da Assíria e como os deuses das outras nações não conseguiram livrá-los das mãos de Senaqueribe. Então Eliaquim, que era responsável pelo palácio, juntamente com Sebna, que era escrivão e Joá, que era cronista, rasgaram suas roupas e foram entregar a mensagem ao rei Ezequias.

No capítulo 37, o rei Ezequias rasga suas roupas, cobre-se com pano de saco, entra na Casa do Senhor e envia Eliaquim, Sebna e os anciãos dos sacerdotes, também vestidos com pano de saco para falar com o profeta Isaías, que lhes dá a seguinte resposta: “Digam ao rei o seguinte: Assim diz o Senhor: ‘Não tenha medo por causa das palavras que você ouviu, com as quais os servos do rei da Assíria blasfemaram contra mim. Eis que porei nele um espírito, e ele, ao ouvir certo rumor, voltará para a sua terra; e lá eu farei com que ele seja morto à espada.’" (v. 6,7)

Rabsaqué volta para o rei Senaqueribe, que agora envia uma carta ao rei Ezequias, lhe intimando a não confiar em Deus e usando os exemplos das outras nações dos quais os seus deuses não os livraram de suas mãos (v. 8-13).

Ao receber a carta, o rei Ezequias sobe à Casa do Senhor, estende a carta diante de Deus e ora ao Senhor: “Ó Senhor dos Exércitos, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, somente tu és o Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra. Inclina, ó Senhor, os ouvidos e ouve; abre, Senhor, os olhos e vê; ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais ele enviou para afrontar o Deus vivo. É verdade, Senhor, que os reis da Assíria assolaram todos os países e suas terras e lançaram no fogo os deuses deles, porque não eram deuses, mas objetos de madeira e pedra, feitos por mãos humanas; por isso, os destruíram. Agora, ó Senhor, nosso Deus, livra-nos das mãos dele, para que todos os reinos da terra saibam que só tu és o Senhor” (v. 16-20).

Deus ouve a oração de Ezequias e envia o profeta Isaías, mas antes quero contextualizar sobre quem eram os assírios. A Assíria ficava onde hoje é o Iraque e teve três capitais: Assur, Ninrude e Nínive (sendo essa a capital nesse contexto). Senaqueribe era o rei do Império Neoassírio e foi filho de Sargão II. Senaqueribe governou entre 705 e 681 a.C. Os assírios eram conhecidos por sua violência e crueldade nas batalhas, usando empalamentos e crucificação como formas de execução, inclusive sendo eles que inventaram a crucificação como forma de execução. Por eles terem essa fama de cruéis e violentos, talvez foi isso que fez o rei Ezequias tremer na base e aqui tiramos uma lição. Somos seres humanos e passivos de sentimentos. Deus não te condena por sentir medo, tristeza, ansiedade, preocupação ou qualquer outro tipo de sentimento. O que Deus nos alerta é para não sermos dominado por eles. Ezequias teve medo, porém ele apresentou isso diante de Deus, ou seja, apesar do medo ele confiou em Deus.

A resposta de Deus veio através do profeta Isaías, trazendo conforto ao rei Ezequias e dá uma sentença contra o rei Senaqueribe: “Por causa do seu furor contra mim e porque a sua arrogância subiu até os meus ouvidos, eis que porei o meu anzol no seu nariz e o meu freio na sua boca e farei você voltar pelo caminho por onde veio… Portanto, assim diz o Senhor a respeito do rei da Assíria: Ele não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma. Não virá diante dela com escudo, nem construirá rampas de ataque contra ela. Pelo caminho por onde vier, por esse voltará; mas nesta cidade não entrará, diz o Senhor. Porque eu defenderei esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi" (v. 29,33-35)

E o que aconteceu? O Anjo do Senhor matou 185.000 do arraial dos assírios (v. 36). Senquaribe foge, mas é morto em Nínive pelos seus filhos Adrameleque e Sarezer enquanto ele adorava no templo do deus Nisroque e é sucedido no trono por Esar-Hadom (v. 37,38).

Não existem batalhas impossíveis para Deus. Quero te encorajar a colocar suas causas diante do Senhor, assim como fez o rei Ezequias que, mesmo temendo o exército assírio, confiou em Deus.

“Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, os exalte. Lancem sobre ele todas as suas ansiedades, porque ele cuida de vocês” (1 Pedro 5:6,7).

Temos um Deus que cuida de nós, que ouve nossas orações apesar de nossas fraquezas e limitações. Mas temos que nos lembrar constantemente que a fraqueza e a limitação estão em nós e não no Senhor.

“Não fiquem preocupados com coisa alguma, mas, em tudo, sejam conhecidos diante de Deus os pedidos de vocês, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Filipenses 4:6) 

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